OBS. (2024): após mudanças de visões, passei a opinar em outros veículos. Cliquem aqui. Grato!
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Into The Labyrinth (Saxon)
Por Fábio Cavalcanti
Em qualquer estilo, são poucas as bandas que mantém quase o mesmo ritmo de trabalho em termos de álbuns de estúdio, e por muitos anos. E quando estamos falando de bandas de metal (seja de que vertente for), um estilo ainda pouco levado a sério por muita gente, os casos de bandas bastante ativas se tornam ainda mais interessantes. Mas, de que banda veterana estamos falando aqui mesmo? Estamos falando do Saxon, que abriu o ano de 2009 com o seu décimo oitavo álbum: "Into the Labyrinth".
Normalmente, as bandas veteranas de rock seguem aquela cartilha de "amadurecimento", apostando em um som cada vez mais "adulto" e suave (o que leva muitos fãs a pensarem erroneamente que a banda "se vendeu", quando na verdade os integrantes ficaram apenas mais velhos e "caretas"). Mas, isso definitivamente ainda não aconteceu com o Saxon! A velocidade pode ter diminuído um pouco, mas a banda compensa isso com guitarras até mais pesadas do que as dos seus álbuns mais clássicos!
A abertura, com a "grandiosa" e bastante melódica "Battalions of Steel", indica um possível tom épico neste novo trabalho. Mas, para a alegria dos fãs daquele Saxon mais "rock 'n' roll", a banda entrega petardos de hard rock e metal à la "New Wave Of British Heavy Metal", como a deliciosamente grudenta "Live To Rock" (que traz influências claras de AC/DC), a ótima "Slow Lane Blues", e a envolvente "Come Rock Of Ages" (no maior estilo "mamãe, quero ser um hino para shows em grandes estádios"). E para quem curte algo mais próximo do "speed metal", as ótimas "Demon Sweeny Todd" e "Hellcat" conseguem levar o ouvinte a sair "batendo cabeça" por aí...
Duas faixas específicas merecem uma atenção especial: "Crime of Passion" e "Protect Yourselves". São músicas não muito aceleradas, mas bastante cruas e pesadas. O Saxon soube usar tais ingredientes de uma forma que certamente irá agradar até mesmo os apreciadores de estilos como stoner rock e sludge metal.
Por outro lado, temos a balada "Voice", que chega a ser razoável, mas não é muito envolvente. A épica e melosa "Valley Of The Kings" possui suas qualidades e pode trazer novos fãs para a banda, mas também poderá causar repulsa em fãs da sonoridade mais básica e "old school" do Saxon. Por fim, temos uma faixa que funciona como uma bonus track: a versão acústica e "blueseira" de "Coming Home" (faixa lançada originalmente no álbum "Killing Ground"), que consegue trazer um agradável clima de descompromisso para o encerramento de "Into the Labyrinth".
O Saxon teria que suar muito para conseguir lançar um álbum à altura do seu anterior (o ótimo "The Inner Sanctum", de 2007). E não é que eles conseguiram? Em "Into the Labyrinth", temos as típicas letras que alternam entre temáticas "históricas" e "odes ao rock 'n' roll", além das competentes performances do vocalista Biff Byford, e de toda a sua trupe. Para quem procura uma banda de heavy metal "das antigas", que ainda consiga lançar álbuns de estúdio com bastante peso, energia e qualidade musical, o Saxon continua na área, e "vivendo pelo rock"!
Nota: 8
Músicas:
1. Battalions of Steel
2. Live to Rock
3. Demon Sweeney Todd
4. The Letter
5. Valley of the Kings
6. Slow Lane Blues
7. Crime of Passion
8. Premonition in D Minor
9. Voice
10. Protect Yourselves
11. Hellcat
12. Come Rock of Ages (The Circle is Complete)
13. Coming Home" (Bottleneck Version)
Normalmente, as bandas veteranas de rock seguem aquela cartilha de "amadurecimento", apostando em um som cada vez mais "adulto" e suave (o que leva muitos fãs a pensarem erroneamente que a banda "se vendeu", quando na verdade os integrantes ficaram apenas mais velhos e "caretas"). Mas, isso definitivamente ainda não aconteceu com o Saxon! A velocidade pode ter diminuído um pouco, mas a banda compensa isso com guitarras até mais pesadas do que as dos seus álbuns mais clássicos!
A abertura, com a "grandiosa" e bastante melódica "Battalions of Steel", indica um possível tom épico neste novo trabalho. Mas, para a alegria dos fãs daquele Saxon mais "rock 'n' roll", a banda entrega petardos de hard rock e metal à la "New Wave Of British Heavy Metal", como a deliciosamente grudenta "Live To Rock" (que traz influências claras de AC/DC), a ótima "Slow Lane Blues", e a envolvente "Come Rock Of Ages" (no maior estilo "mamãe, quero ser um hino para shows em grandes estádios"). E para quem curte algo mais próximo do "speed metal", as ótimas "Demon Sweeny Todd" e "Hellcat" conseguem levar o ouvinte a sair "batendo cabeça" por aí...
Duas faixas específicas merecem uma atenção especial: "Crime of Passion" e "Protect Yourselves". São músicas não muito aceleradas, mas bastante cruas e pesadas. O Saxon soube usar tais ingredientes de uma forma que certamente irá agradar até mesmo os apreciadores de estilos como stoner rock e sludge metal.
Por outro lado, temos a balada "Voice", que chega a ser razoável, mas não é muito envolvente. A épica e melosa "Valley Of The Kings" possui suas qualidades e pode trazer novos fãs para a banda, mas também poderá causar repulsa em fãs da sonoridade mais básica e "old school" do Saxon. Por fim, temos uma faixa que funciona como uma bonus track: a versão acústica e "blueseira" de "Coming Home" (faixa lançada originalmente no álbum "Killing Ground"), que consegue trazer um agradável clima de descompromisso para o encerramento de "Into the Labyrinth".
O Saxon teria que suar muito para conseguir lançar um álbum à altura do seu anterior (o ótimo "The Inner Sanctum", de 2007). E não é que eles conseguiram? Em "Into the Labyrinth", temos as típicas letras que alternam entre temáticas "históricas" e "odes ao rock 'n' roll", além das competentes performances do vocalista Biff Byford, e de toda a sua trupe. Para quem procura uma banda de heavy metal "das antigas", que ainda consiga lançar álbuns de estúdio com bastante peso, energia e qualidade musical, o Saxon continua na área, e "vivendo pelo rock"!
Nota: 8
Músicas:
1. Battalions of Steel
2. Live to Rock
3. Demon Sweeney Todd
4. The Letter
5. Valley of the Kings
6. Slow Lane Blues
7. Crime of Passion
8. Premonition in D Minor
9. Voice
10. Protect Yourselves
11. Hellcat
12. Come Rock of Ages (The Circle is Complete)
13. Coming Home" (Bottleneck Version)

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