sexta-feira, setembro 26, 2014

Reiterando: Gene Simmons e a "morte do rock"


Que Gene Simmons (Kiss) é um grande magnata, todo mundo já sabe. Se existisse uma espécie de Rock 'N' Roll Music Corporation, ele certamente seria o diretor executivo da tal empresa. E como qualquer bom velhinho rico, o Sr. Simmons se mostrou sem papas na língua em sua recente declaração de que o rock morreu em definitivo. Para quem não leu:

"O rock morreu, e não foi de velhice, ele foi assassinado"

Sim, meus caros, Gene Simmons pode estar quase tão gagá quanto aquela sua avó que chegou ao ponto de te divertir com suas declarações absurdas, mas ele tem razão! E, através das respostas de músicos como Corey Taylor (Slipknot), Dee Snider (Twisted Sister) e dos membros dos Foo Fighters, podemos perceber que quase ninguém entendeu o recado do nosso querido CEO do rock.

Explicando em miúdos, Gene quis dizer que não há mais espaço para o artista que realmente entenda o valor do dinheiro no mundo do rock. Claro que ninguém precisa ser um "capitalista selvagem" (como o próprio Gene), mas todo artista precisa daquele apoio que apenas a indústria fonográfica pode fornecer - e você não deve cair no papo furado de que o caminho da independência é necessariamente melhor para todos aqueles que almejam algo mais na música.

Sim, toda banda precisa vender CDs (ou mp3's legalizados), e todo músico precisa garantir o $uficiente para que sua arte possa ser aflorada em novas canções que venham a ser lembradas no futuro. Uma banda antiga pode até conseguir chamar atenção com seus novos trabalhos, mas e quanto aos novatos? Ninguém vai dar muita atenção a algum Jacinto Pinto Aquino Rego da vida, um cara que mal consegue aparecer em qualquer lugar além da própria garagem.

No caso de uma dessas bandas novas, os ouvintes escutam aos mp3's baixados em qualquer lugar, dizem "puxa, que som legal", dão um tapinha imaginário nas costas dos seus integrantes, e voltam a escutar os clássicos de uma época em que a indústria fazia o rock brilhar como ouro... ou ao menos como prata. Claro que não adianta apenas reclamar, pois existem muitos roqueiros lutadores por aí, mas devemos sim analisar essa questão, antes de jogar o velho papo de que "não se fazem mais potenciais clássicos de rock como antigamente".

Para os otimistas, o sr. Gene Simmons exagerou no uso da palavra "morto", mas não podemos negar que ele tem razão quanto a uma coisa: a mais recente hibernação do rock, que foi iniciada logo após o fim das ondas indie e emo - os quais foram movimentos reais do rock, não importa o que os rabugentos digam - está demorando demais para terminar, e isso é bem preocupante...

Você, assim como o Gene e este humilde resenhista, faz parte da turma que deseja ver a constante atualização do rock na indústria da música? Ou acha que está na hora do rock ser considerado um "museu musical", como já ocorre há tempos com jazz e o blues, por exemplo? Opinem!

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