quinta-feira, março 03, 2011

Dr. Rock explica: Perigos da nostalgia musical

Bem-vindo(a) ao consultório do Dr. Rock. Conheça mais sobre a psicologia (ou algo próximo) aplicada no mundo do rock 'n' roll, através de uma análise descontraída e regada aos melhores - ou piores, dependendo do caso - exemplos musicais do gênero. Diploma? Quem precisa disso no mundo do rock? Dito isso, vamos lá!


Sim, você certamente deve conhecer bem aquele inevitável sentimento de nostalgia ao escutar certas bandas, álbuns, músicas... Não fique chocado(a), pois a música pode nos afetar de várias formas, sendo a nostalgia um dos sentimentos mais recorrentes no ato de se apreciar os belos ruídos sonoros que chamamos de rock 'n' roll.

Se, por um lado, a nostalgia é manifestada de uma forma sadia e passageira, por outro, pode deixar uma pessoa realmente presa a uma época que não volta mais... Imagine, por exemplo, como deve ser triste - e indefinida, musicalmente - a vida do Paciente 'X', um homem de 40 anos de idade, que escuta apenas aquilo que o faz lembrar do passado. Surge a questão: será que ele curte aquele som de fato?

É trágico notar também como muita gente, ao se livrar das amarras da nostalgia doentia, acaba se desvinculando totalmente de um determinado artista, como se este fosse prejudicial para o seu amadurecimento e desenvolvimento como ser humano. Meus caros, eu posso dizer, com toda a segurança do mundo, que isso não é nem um pouco necessário! Basta que você saiba se renovar ao som das velhas músicas que sempre te agradaram, visto que o artista não tem nada a ver com os seus problemas pessoais.

Tomando como base o Paciente 'Z', digo que é possível escutar qualquer música com novos ouvidos, o que é muito importante no ato de abandonar os velhos hábitos de nostalgia excessiva. Um dos maiores problemas do fã de rock é justamente o fato deste se prender muito às lembranças de uma época em que, supostamente, o rock 'n' roll fazia mais sentido em sua vida.

Voltando ao lado bom da nostalgia, digo que o ato de lembrar um pouco (repito: um pouco!) dos bons momentos do passado pode ser bacana, desde que isso seja feito esporadicamente, e com moderação. O rock pode continuar vivo e forte na sua vida, visto que existem diversas formas deste estilo fascinante fazer sentido para você, independente da sua idade, classe social, estado civil, mudanças de comportamento em geral, etc...

Você não precisa morar em um museu musical, basta fazer uma visita rápida às suas memórias e então seguir em frente... Para todos os outros momentos com seus velhos ídolos, faça como o já citado Paciente 'Z': escute o seu "The Dark Side of the Moon" ou "The Number of the Beast" como se fosse a primeira vez, ok? :)

Uma dose de rock 'n' roll em excesso pra você, e até a próxima!

2 comentários:

Ken disse...

Hah, verdade, tem gente que fica preso a determinado artista por pura nostalgia, e não tem interesse real as vezes nem mesmo em artistas do mesmo estilo, e nem em trabalhos atuais do mesmo artista (se tiver), acho que nem adianta falar, pois não ligam pra música realmente .

Felipe disse...

Assunto interessante e excelente abordagem!

Eu sou um desses nostálgicos e já tive minhas fases de "paciente X" e "paciente Z", haha

Mas você tem razão! O Guns N' Roses já foi uma banda tão importante para mim por causa da nostalgia! Hoje, é uma banda que ouço umas 3 vezes a cada seis meses... Um disco dos Red Hot Chili Peppers, o By The Way, ficou no fundo do armário por anos porque era praticamente a trilha sonora de momentos ruins que vivi no longínquo ano de 2003. Recentemente, dei uma nova chance ao disco e me livrei da má lembrança...