terça-feira, janeiro 18, 2011

Dr. Rock explica: Você é o que escuta?

Bem-vindo(a) ao consultório do Dr. Rock. Conheça mais sobre a psicologia (ou algo próximo) aplicada no mundo do rock 'n' roll, através de uma análise descontraída e regada aos melhores - ou piores, dependendo do caso - exemplos musicais do gênero. Diploma? Quem precisa disso no mundo do rock? Dito isso, vamos lá!


Não é de hoje que existe uma convenção de que as preferências de uma pessoa, em qualquer tipo de arte, estão diretamente ligadas à sua personalidade. Falando em termos de música, especialmente no variadíssimo mundo do rock, posso dizer com segurança que esta "regra" nada mais é do que uma grande bobagem!

Sim, você pode estranhar o fato de existir tanta música direcionada a tipos bem específicos de ouvintes, mas, se existe algo de realmente fascinante neste universo, é o fato do mesmo conseguir "transformar" temporariamente a pessoa - algumas vezes apenas pela qualidade da obra.

A "transformação" em questão pode ocorrer quando você consegue realmente captar a música, de uma forma que o ouvinte comum - ou aquele que possui repulsa natural pelo estilo em questão - não consegue entender. Você pode se imaginar como o personagem de uma história que nunca viveu, ou pode imaginar um universo belíssimo, porém irreal.

Em tais momentos, você é uma pessoa completamente diferente. Já ouvi relatos de ouvintes que se mostraram quase "possuídos" por músicas de um estilo que não é um dos seus favoritos, além de mostrarem gestos ou atitudes que chocavam qualquer um que estivesse presenciando tal cena.

De fãs de rock progressivo dançando e pulando ao som dos hardcores do Agnostic Front, até fãs de rock alternativo se deliciando ao som do pop/rock formulaico do Lifehouse, podemos ver de tudo!

Você vai dizer que nunca viu um marmanjo apático dizendo que "November Rain" do Guns N' Roses e "I Don't Want To Miss A Thing" do Aerosmith estão entre suas músicas favoritas? O que falar então daquele garoto sensível e chorão que é um legítimo fã do AC/DC? Pois então...

No final das contas, nada disso importa, embora tanta gente faça questão de provar algo através da sua suposta "personalidade musical". Salve raras exceções, você não é o que escuta, e não há nada de errado nisso!

Uma dose de rock 'n' roll em excesso pra você, e até a próxima!

2 comentários:

Felipe disse...

Cheguei a uma conclusão semelhante já há algum tempo. De fato, não é porque determinada pessoa escuta um gênero musical ou uma música que ela tenha as mesmas características do que ouve.

No entanto, não se pode negar o poder, às vezes maravilhoso, outras vezes terrível, que a música pode exercer sobre o ouvinte, transformando seu modo de pensar e de agir sem que esse o perceba. É um fato: a música tem um enorme poder de manipulação sobre o ouvinte e alguns artistas se aproveitam disso como querem.

Uma pessoa que não possua um senso crítico apurado pode facilmente se deixar dominar por algo que a princípio não concorda enquanto está com os fones no ouvido. E uma ideia bem instalada na cabeça não se tira facilmente...

Na verdade, a mídia inteira dispõe desse artifício.

Anônimo disse...

Bom dia cavalheiros, sou o Dr. Jorge, rockeiro a 35 anos, desde os sete na musica, filho bastardo do Elvis, irmão dos Beatles e afilhado do James Brown. Esse site é uma grata surpresa para mim, parabéns pela iniciativa. Gostaria d acrescentar q como musico, descobri q só se toca bem um gênero musical qdo o executante ama e se identifica com ele, msm q seja um excelente musico. Para tocar bem um gênero musical, devemos viver aquela onda em questão, como se fosse uma extensão d nós mesmos e não uma coisa colada com durepoxi... Já viram o sexteto do Jô tentando tocar Rock? Piada senhores...